
Teve início na manhã desta quinta-feira (9), em Maceió, o julgamento de Luciana Pinheiro, apontada como autora intelectual do assassinato da própria irmã, a servidora pública Quitéria Maria Lins Pinheiro. O crime ocorreu em 2012 e é analisado pelo Tribunal do Júri no Fórum do Barro Duro.
Durante a sessão, uma das irmãs da vítima e da ré foi a primeira a prestar depoimento. Em relato emocionante, ela afirmou que esteve na casa de Quitéria poucas horas antes do crime e acredita que também poderia ter sido morta. Segundo a testemunha, a vítima era uma figura central na família, responsável por cuidar dos filhos e oferecer suporte aos parentes.
A depoente contou ainda que, no dia do crime, encontrou dois dos envolvidos na residência: Klinger Lins Pinheiro Dias Gomes, filho da acusada, e Mustafá Rodrigues do Nascimento. De acordo com ela, a presença dos dois no local levantou suspeitas, e a situação poderia ter terminado de forma ainda mais trágica.
Outra irmã também foi ouvida e relatou ter recebido a notícia do assassinato enquanto assistia televisão. Inicialmente, o caso foi tratado como um possível assalto, mas, ao chegar ao local, ela se deparou com a grande movimentação policial, o que indicava a gravidade da situação. Antes disso, já havia sido alertada sobre a presença dos suspeitos na casa da vítima.
Além das familiares, outras testemunhas ainda devem ser ouvidas ao longo do julgamento, que busca esclarecer as circunstâncias e responsabilidades pelo crime.
O caso remonta à noite de 12 de agosto de 2012, quando Quitéria foi morta a tiros dentro de casa, no bairro Gruta de Lourdes. As investigações apontaram que o homicídio teria sido encomendado, com participação do sobrinho da vítima, que confessou ter contratado o executor. A motivação estaria relacionada a uma dívida familiar, e o planejamento da ação teria sido articulado previamente, segundo a polícia.

Foto/Reprodução
