
A Polícia Civil de Alagoas trabalha com a hipótese de que a bebê Celine Raíssa Caetano da Silva, de apenas dois meses, tenha sido devorada por animais após o assassinato da mãe, Crislany Maria Gomes da Silva, de 19 anos, em Rio Largo. O corpo da jovem foi encontrado há oito dias, em estado avançado de decomposição, mas o da criança ainda não foi localizado.
De acordo com o delegado Ronilson Medeiros, da Delegacia de Desaparecidos, as buscas na região foram feitas com o auxílio de cães farejadores, mas não houve sucesso. O principal suspeito do crime, um jovem identificado como Jonathan, confessou ter matado mãe e filha e apontou o local onde os corpos teriam sido deixados. No entanto, apenas o de Crislany foi encontrado.
“Temos que trabalhar com fatos. O corpo da mãe foi encontrado em estado de putrefação, com a cabeça praticamente tomada apenas pelos ossos. Há sinais de que animais devoraram partes do corpo. Se isso ocorreu com ela, é provável que o mesmo tenha acontecido com o corpo da bebê”, explicou o delegado.
Segundo Medeiros, as evidências reforçam que a criança também está morta. “Foi feita uma varredura completa com o canil, e geralmente não retornamos aos locais quando a operação é concluída dessa forma”, afirmou.
A investigação aponta que o crime foi motivado por um triângulo amoroso envolvendo Crislany, seu companheiro e o autor confesso, que permanece preso. Apesar de a família ainda ter esperanças de encontrar a bebê com vida, a polícia considera essa possibilidade remota.
“Não podemos conjecturar sem provas. Ele não mencionou ter entregue ou vendido a criança. Se alguém tiver informações concretas, que procure imediatamente a Delegacia de Homicídios”, destacou o delegado.
Crislany e Celine foram vistas pela última vez no dia 12 de outubro, em Rio Largo, cidade onde moravam. A Polícia Civil segue investigando o caso e apurando se há outras pessoas envolvidas no crime.
