
O cantor, compositor e instrumentista Lô Borges, um dos fundadores do lendário Clube da Esquina e referência da Música Popular Brasileira, morreu aos 73 anos, em Belo Horizonte, na noite desse domingo (2). O artista estava internado desde o dia 17 de outubro, no Hospital da Unimed, após sofrer uma intoxicação medicamentosa.
Durante a internação, Lô passou por diversos procedimentos. No dia 25 de outubro, ele foi submetido a uma traqueostomia para facilitar a respiração mecânica, e, dois dias depois, iniciou tratamento de hemodiálise. Apesar de sinais de melhora, o quadro clínico se agravou e o músico não resistiu.
Nascido em Belo Horizonte, Salomão Borges Filho, o Lô, começou a trajetória musical ainda adolescente, influenciado por Milton Nascimento, seu amigo e parceiro de vida artística. Juntos, criaram o movimento que revolucionou a música brasileira nos anos 1970, unindo rock, jazz e sonoridades mineiras em uma nova linguagem musical.
Em 1972, aos 20 anos, Lô e Milton lançaram o histórico álbum “Clube da Esquina”, considerado um dos discos mais importantes da MPB. No mesmo ano, ele gravou seu primeiro trabalho solo, o “Disco do Tênis”, que se tornou uma obra cult, reverenciada até por nomes internacionais, como Alex Turner, vocalista da banda Arctic Monkeys.
Entre seus sucessos estão clássicos como “O Trem Azul”, “Um Girassol da Cor do Seu Cabelo”, “Paisagem da Janela”, “Para Lennon e McCartney” e “Clube da Esquina nº 2”, eternizadas por diferentes gerações.
Nos últimos anos, Lô manteve uma intensa produção musical, lançando discos anuais e colaborando com artistas como Zeca Baleiro, Samuel Rosa e Nando Reis. Seu mais recente trabalho, “Céu de Giz”, foi lançado em 2025.
Lô Borges deixa o filho Luca, de 27 anos, e um legado imenso na cultura brasileira. Sua obra, marcada por sensibilidade, originalidade e liberdade criativa, permanece como um dos pilares da música nacional.
