
A Netflix lançou nesta quarta-feira (12) o documentário Caso Eloá: Refém ao Vivo, que revisita um dos crimes mais marcantes da história recente do Brasil. A produção traz depoimentos inéditos dos pais e irmãos de Eloá Pimentel, além de jornalistas e amigos que acompanharam de perto o caso que chocou o país em 2008.
No entanto, uma ausência chamou a atenção dos espectadores: Nayara, amiga de Eloá que também foi feita refém por Lindemberg Alves, não aparece no documentário. Em entrevista ao portal Metrópoles, a diretora Cris Ghattas e a produtora Veronica Stumpf explicaram o motivo.
“Nós convidamos e procuramos todas as pessoas que estiveram envolvidas no caso, mas a Nayara preferiu não participar”, afirmou Cris. “Acredito que ela ainda carrega uma ferida. Esse assunto continua muito sensível para ela, e nós respeitamos isso”, completou a diretora.
O documentário relembra o sequestro e assassinato de Eloá Pimentel, de 15 anos, mantida refém pelo ex-namorado dentro de um apartamento em Santo André (SP) por mais de 100 horas. O caso ganhou enorme repercussão por ter sido transmitido ao vivo por emissoras de TV, exibindo as negociações entre Lindemberg e a polícia, até o desfecho trágico que levou à morte da jovem.
Além dos familiares de Eloá, o filme conta com o depoimento da amiga Grazieli Oliveira, que fala publicamente sobre o episódio pela primeira vez, além de jornalistas e autoridades que acompanharam o caso.
