
A mulher acusada de matar a própria filha, a bebê Ana Beatriz, de apenas 15 dias, deixou o sistema prisional em Alagoas após quase um ano detida. A informação foi confirmada pela Secretaria de Estado da Ressocialização e Inclusão Social (Seris). Ela estava presa desde abril de 2025, quando o caso ganhou grande repercussão em todo o estado.
O episódio teve início no dia 11 de abril de 2025, quando a mãe procurou autoridades alegando que a recém-nascida havia sido sequestrada às margens da BR-101, no município de Novo Lino. A denúncia mobilizou forças de segurança, gerou intensa comoção e deu início a buscas na região.
Durante as investigações, no entanto, a Polícia Civil identificou inconsistências no relato apresentado. Testemunhas não confirmaram a versão, o que levou ao enfraquecimento da hipótese de sequestro.
A reviravolta ocorreu no dia 15 de abril, quando o corpo da bebê foi encontrado dentro da residência da família, escondido em um armário. No dia seguinte, a mãe confessou o crime, afirmando que provocou a morte da filha por asfixia.
A investigação foi concluída em maio de 2025, com o indiciamento da acusada por homicídio qualificado, ocultação de cadáver e comunicação falsa de crime. A possibilidade de infanticídio chegou a ser analisada, mas foi descartada por falta de comprovação de alteração psicológica ligada ao período pós-parto.
O Tribunal de Justiça de Alagoas informou que o processo tramita em segredo de Justiça e não divulgou detalhes sobre as condições da soltura. A defesa da acusada informou que deve se pronunciar por meio de nota.

Foto/Reprodução
