
Muito conhecida por seus benefícios no ganho de massa muscular e melhora do desempenho físico, a creatina também exerce papel importante no coração. Segundo o cardiologista Marcelo Bergamo, o suplemento atua no músculo cardíaco como uma “bateria de emergência”, garantindo energia contínua, especialmente em momentos de maior esforço.
Diferente dos músculos esqueléticos, onde a substância atua em exercícios intensos e de curta duração, no coração ela é essencial para manter estabilidade energética constante. Em pacientes com insuficiência cardíaca, os níveis de creatina e fosfocreatina podem cair em até 70%, prejudicando a contração do órgão e agravando sintomas como cansaço, falta de ar e inchaço.
Estudos preliminares apontam que o suplemento pode trazer benefícios a esses pacientes, como melhora na capacidade de exercício, redução de arritmias, aumento da função ventricular e menor necessidade de hospitalização. Há também indícios de efeitos positivos no controle de triglicérides, colesterol, processos inflamatórios e sensibilidade à insulina.
Apesar das possibilidades terapêuticas, o médico alerta que o uso da creatina deve ser sempre acompanhado por profissionais de saúde, sobretudo em pessoas com problemas cardíacos. Isso porque há risco de interações medicamentosas com diuréticos e remédios para hipertensão, além da possibilidade de sobrecarga renal.
