
A Polícia Civil investiga se a morte de Érica Arla Bernardino da Silva Souza, 30 anos, encontrada sem vida no bairro Manoel Teles, em Arapiraca, pode ter sido provocada por uma overdose forçada em meio a um possível conflito do tráfico de drogas. A confirmação depende do laudo do Instituto Médico Legal (IML), que deve ser concluído em até 20 dias.
Corpo encontrado em área conhecida pelo uso e venda de drogas
O IML informou que o corpo foi achado por populares por volta das 15h dessa segunda-feira (24), em uma região chamada Quissáça, ponto frequente de circulação de usuários e traficantes. Não foram identificados sinais de violência, e a causa da morte permanece indeterminada.
Movimentação suspeita antes do óbito
Moradores relataram que a jovem passou o dia deitada em um colchão sob uma árvore, sem se mover. Ao perceberem que ela não respirava, acionaram a polícia e o Samu, que constatou a morte ainda no local.
Investigação analisa hipótese de ingestão forçada de drogas
Informações preliminares apontam que a inteligência da polícia apura se Érica teria sido obrigada a consumir uma mistura de entorpecentes conhecida como “Gatorade”, combinação usada por grupos criminosos para provocar overdose em desafetos. Situações semelhantes já foram alvo de investigação na região, especialmente dentro de presídios.
🔎 Possível acerto de contas
Há indícios iniciais de que a morte possa estar relacionada a um acerto de contas entre facções. Contudo, nenhuma linha de investigação será confirmada antes da análise pericial.
🧪 Material enviado para Maceió
Por se tratar de possível envenenamento ou intoxicação, o IML de Arapiraca enviou amostras coletadas para exames mais detalhados em Maceió, procedimento padrão em casos sem marcas externas de agressão.
A Polícia Civil acompanha o caso e aguarda os resultados laboratoriais para avançar na investigação.
