
Em uma ação coordenada e estratégica, o Governo de Alagoas transferiu mais de 90 internos ligados ao Primeiro Comando da Capital (PCC) do Presídio de Segurança Máxima de Maceió para o Presídio do Agreste, localizado no interior do estado. A movimentação, autorizada pela 16ª Vara de Execuções Penais, foi realizada nesta quinta-feira (7) e visa conter o avanço da facção dentro do sistema penitenciário alagoano.
Segundo a Secretaria de Ressocialização e Inclusão Social (SERIS), os internos vinham apresentando indícios claros de atuação coordenada, como uso de símbolos, cânticos e rituais associados à organização criminosa. Relatórios da inteligência da SERIS apontaram uma ameaça concreta à ordem, disciplina e segurança da unidade da capital.
A decisão judicial foi fundamentada no artigo 50 da Lei de Execuções Penais, que permite a transferência de presos em casos de risco à estabilidade institucional. O Presídio do Agreste foi considerado mais adequado por dispor de estrutura que favorece o isolamento de lideranças criminosas.
Para o juiz Alexandre Machado, responsável por autorizar a medida, a realocação é necessária diante da gravidade do cenário. Já o desembargador Márcio Tenório, supervisor do Grupo de Monitoramento do Sistema Carcerário (GMF), afirmou que a operação representa um avanço na gestão prisional em Alagoas, destacando a união entre os órgãos envolvidos.
O secretário Diogo Teixeira ressaltou o empenho conjunto de diversas instituições — entre elas o Tribunal de Justiça, o Ministério Público e a Polícia Federal — para garantir o controle do sistema prisional e impedir a articulação de facções dentro das unidades. “A operação foi conduzida de forma segura e eficaz, com foco na preservação da ordem e da legalidade”, destacou.
A operação é considerada um marco na política de enfrentamento ao crime organizado dentro dos presídios alagoanos.
