
A missão Artemis II divulgou novas imagens da Lua captadas a partir da cápsula Orion, incluindo registros detalhados de parte do lado oculto do satélite — região que não pode ser observada diretamente da Terra.
Nas imagens, é possível identificar o contraste entre os dois hemisférios: enquanto o lado visível apresenta áreas mais escuras, formadas por antigos fluxos de lava, o lado oculto aparece mais claro e intensamente craterado. Um dos principais destaques é a Bacia de Orientale, uma estrutura com quase mil quilômetros de diâmetro localizada na transição entre as duas regiões e que, pela primeira vez, foi registrada completamente.
Durante transmissão ao vivo, a astronauta Christina Koch destacou a diferença entre a visão do espaço e aquela observada da Terra. A tripulação também alcançou um marco histórico ao atingir cerca de 400 mil quilômetros de distância do planeta, superando o recorde estabelecido pela missão Apollo 13.
A bordo da missão estão os astronautas Reid Wiseman, Victor Glover, Christina Koch e Jeremy Hansen. Trata-se da primeira missão tripulada a deixar a órbita terrestre desde o programa Apollo.
Apesar de não prever pouso, a missão tem como objetivo coletar dados científicos e testar sistemas para futuras explorações. A trajetória da Orion inclui um sobrevoo ao redor da Lua antes do retorno à Terra, previsto para os próximos dias, com reentrada na atmosfera e pouso no Oceano Pacífico.
O projeto faz parte do programa Artemis, que busca levar astronautas novamente à superfície lunar até o fim da década e preparar o caminho para missões tripuladas a Marte.

Vista da Terra capturada por um membro da tripulação da Artemis II através da janela da espaçonave Orion, em 4 de abril de 2026 — Foto: NASA/Divulgação via Reuters
