
Um vídeo que mostra o padre Luciano Braga Simplício, da Paróquia Nossa Senhora Aparecida, ao lado da noiva de um fiel em uma casa paroquial de Nova Maringá (MT), a 392 km de Cuiabá, gerou grande repercussão e debate na cidade, que tem pouco mais de 5 mil habitantes.
As imagens mostram o momento em que o noivo da jovem arromba a porta de um quarto e do banheiro após o padre se recusar a abri-las. A mulher é encontrada chorando embaixo da pia do banheiro. O caso rapidamente viralizou nas redes sociais.
Em um áudio compartilhado, o padre Luciano negou qualquer envolvimento com a jovem e afirmou que ela apenas pediu permissão para usar o quarto e tomar banho após trabalhar na igreja. Até o momento, ele não se pronunciou oficialmente à imprensa.
De acordo com o Código de Direito Canônico da Igreja Católica, os padres do rito latino devem manter o celibato e não podem ter relacionamentos afetivos ou sexuais. A violação dessa norma é considerada uma falta grave, podendo resultar em advertência, suspensão das funções ou até redução ao estado laical, em casos mais graves.
A Diocese de Diamantino, responsável pela paróquia, informou que abriu investigação sobre a conduta do sacerdote. Segundo a Igreja, o processo ocorre sob “segredo de ofício” e é conduzido pelo bispo diocesano, que pode decidir se o caso será tratado localmente ou encaminhado ao Vaticano.
A Polícia Civil também foi acionada. A jovem, de 21 anos, registrou um boletim de ocorrência por divulgação indevida de imagens, nessa segunda-feira (13).
