
A defesa da médica Nadia Tamyres, presa após matar o ex-marido a tiros em Arapiraca, anunciou que vai solicitar a revogação da prisão preventiva decretada nesta segunda-feira (17), durante audiência de custódia. A decisão foi tomada pela juíza Bruna Saback de Almeida Rosa, da 15ª Vara Criminal de Maceió.
Em entrevista, o advogado Luiz Lessa afirmou que pretende demonstrar à Justiça que a médica não oferece risco à sociedade e que, por isso, deve responder ao processo em liberdade. Ele também destacou que Nadia é mãe de uma criança pequena e precisa cuidar da filha.
O crime ocorreu no domingo (16), em frente à Unidade Básica de Saúde do Sítio Capim, na zona rural de Arapiraca. Alan Carlos, também médico e ex-marido de Nadia, foi executado dentro de um carro. A suspeita fugiu para Maceió, onde foi encontrada horas depois com a arma do crime.
A defesa sustenta que o homicídio teria sido um “revide”, alegando que ela agiu para proteger a si mesma e à filha. Segundo o advogado, Nadia vivia sob perseguição e possuía porte de arma para defesa pessoal. A médica reafirmou, no interrogatório, que teria agido em legítima defesa.
No entanto, essa versão já foi rejeitada pela Polícia Civil. Após analisar imagens do momento do crime, os investigadores descartaram a possibilidade de legítima defesa e seguem tratando o caso como homicídio qualificado.
