
Os mais de 4 mil moradores de Utqiagvik, no Alasca, começaram nesta terça-feira (18/11) um período de mais de dois meses sem ver o Sol. A cidade, a mais ao norte dos Estados Unidos, registrou sua última luz solar do ano e só voltará a enxergar o astro em 22 de janeiro de 2026.
O fenômeno é conhecido como Noite Polar, típico das regiões do Círculo Polar Ártico. Ele ocorre quando o Sol permanece abaixo da linha do horizonte por mais de 24 horas devido à inclinação do eixo da Terra. Em Utqiagvik, essa fase de escuridão se estenderá por 64 dias. Durante o período, a cidade não receberá luz solar direta, apenas o chamado crepúsculo civil, uma iluminação suave que lembra o amanhecer ou o entardecer, mas que não chega a clarear totalmente o dia.
Apesar da longa temporada sem Sol, a região também vivencia o fenômeno oposto. Entre maio e agosto deste ano, Utqiagvik passou por 84 dias consecutivos de luz, no conhecido Sol da Meia-Noite, quando o Sol permanece visível por 24 horas diárias antes do solstício de verão.
Ambos os fenômenos são consequência da mesma causa: a inclinação do eixo terrestre, que faz com que regiões extremas do planeta alternem entre longos períodos de luz e escuridão.
