
A reconstituição do assassinato de Vitória Regina de Sousa já tem data e hora marcadas, conforme informações apuradas pela CNN. O procedimento, que visa esclarecer a dinâmica do crime e confrontar as versões apresentadas, será realizada após divergências entre versões.
A decisão de realizar a reconstituição atende a um pedido da defesa da família da vítima. Os advogados da família consideram essa etapa essencial para o esclarecimento dos fatos, especialmente diante das contradições apontadas na confissão de Maicol Sales do Santos, o único suspeito preso até o momento.
A Polícia Civil informou que solicitou ao Instituto Médico Legal (IML) a realização da reconstituição para esclarecer todas as circunstâncias envolvidas . O caso Vitória deve ter novas descobertas a partir do próximo dia 10 de abril, às 9h, quando será realizada a reprodução simulada dos fatos.
Contradições e condições da reconstituição
Uma das contradições levantadas pela defesa diz respeito à alegação do suspeito de que teria matado Vitória dentro do veículo sem deixar rastros.
Além da dinâmica do crime, a reprodução simulada pode ajudar no esclarecimento sobre a participação ou não de outras pessoas. Por enquanto, a polícia trabalha com a possibilidade de Maicol ter agido sozinho.
Ainda que a confissão não tenha sido aceita ou corroborada pela defesa de Maicol, os investigadores poderão confrontar a consistência da suposta confissão com as evidências físicas.
A Justiça de São Paulo vetou a obrigatoriedade da presença de Maicol dos Santos na reconstituição. O pedido da defesa do suspeito foi acolhido, com o magistrado entendendo que a presença de Maicol não é indispensável para o trabalho da polícia.
A reconstituição é um passo importante para a investigação, que busca determinar a dinâmica exata do crime que vitimou Vitória Regina de Sousa.
Justiça vetou laudo psiquiátrico
A Justiça de São Paulo vetou a produção de laudo psiquiátrico e a presença de Maicol dos Santos na reconstituição do crime. A decisão publicada terça-feira (25), acolheu o pedido da defesa do único suspeito pelo crime no caso Vitória.
Caso Vitória: Justiça nega novo pedido para laudo psiquiátrico de Maicol | CNN NOVO DIA
Em decisão, o magistrado suspendeu, por ora, a realização da perícia psiquiátrica do investigado, por entender que a demanda dos investigadores não respeitou o rito judicial, que demanda autorização para que seja produzido.
O Ministério Público de São Paulo já havia se posicionado contrário, por ora, da produção deste laudo. Na manifestação do MP-SP, o órgão pede que a autoridade policial justifique tal demanda. A decisão segue a mesma perspectiva dos promotores.
A defesa de Maicol já havia questionado o pedido, visto que a representação do suspeito tem o direito de participar dos atos processuais e o exame psiquiátrico, sem ordem judicial, é ilegal, citando o artigo 149, parágrafo 1°, do Código de Processo Penal (CPP).
