
Após a divulgação da Nota Técnica 04/2022, elaborada pelo Serviço Geológico do Brasil, indicando movimentações do solo além da Avenida Fernandes Lima e até mesmo no bairro da Levada, as Defesas Civis Nacional e de Maceió emitiram um novo documento nesta terça-feira (18), descartando risco iminente na Fernandes Lima e apontando outra causa para a movimentação do solo no bairro da Levada.
A nova nota técnica publicada nesta terça-feira (18) afirma que os deslocamentos horizontais são monitorados e analisados.
“No caso específico da região, o deslocamento horizontal é incontestável, ocorrendo de forma predominante em sentido às cavidades formadas pela extração de sal-gema. Esse fenômeno se manifesta com intensidade na região leste do bairro Pinheiro, área notadamente afetada por fissuras e rachaduras”, esclarece.
Movimentação no bairro da Levada tem outra causa
Sobre o bairro da Levada, a nova nota esclarece que a movimentação na região foi identificada e mencionada nos estudos técnicos desde 2019, mas com uma causa distinta da subsidência decorrente da mineração.
Segundo o novo documento, as movimentações em parte dos bairros Levada e Bom Parto estão associadas às áreas originalmente ocupadas por manguezais, que foram posteriormente aterradas.
“Conclui-se, portanto, que a ocupação em áreas de manguezais é uma causa provável da subsidência”, aponta o relatório.
A nota também responde questionamentos sobre o uso de laser scanner no monitoramento da região afetada, além de topografia detalhada. Esclarece ainda que a elaboração do documento não foi feita de forma sigilosa.
Os órgãos salientam que qualquer decisão sobre a ampliação do Mapa de Linhas de Ações Prioritárias continuará sendo pautada em critérios científicos e não em pressões externas, conjecturas ou interesses particulares/partidários.
“Ressaltamos ainda que todo trabalho de nuance técnica deve ser lido em sua integralidade, uma vez que leituras parciais podem trazer resultados diversos do pretendido. Dessa forma, reafirmamos nosso compromisso com a transparência, o rigor técnico-científico e a cooperação interinstitucional”, conclui.
