
Um estudo recente publicado na revista científica JAMA Network Open apontou que a anemia pode estar associada a um aumento significativo no risco de demência em pessoas com 60 anos ou mais. A pesquisa indica que idosos com a condição apresentaram cerca de 66% mais chances de desenvolver problemas cognitivos em comparação com aqueles sem anemia.
O levantamento acompanhou mais de 2 mil participantes ao longo de aproximadamente nove anos, com base em dados do Swedish National Study on Aging and Care in Kungsholmen. Durante esse período, 15,9% dos voluntários desenvolveram demência. Mesmo após ajustes por fatores como idade, sexo e doenças crônicas, a associação entre anemia e o risco permaneceu relevante.
Além disso, os pesquisadores identificaram que pessoas anêmicas apresentavam níveis mais elevados de biomarcadores ligados à degeneração cerebral, incluindo substâncias associadas ao Alzheimer e a danos neuronais. Os achados sugerem uma possível conexão entre a condição sanguínea e processos que afetam o funcionamento do cérebro.
Apesar dos resultados, os cientistas ressaltam que o estudo aponta apenas uma associação, não uma relação direta de causa e efeito. Ainda assim, destacam a importância de monitorar e tratar a anemia em idosos, já que a condição é comum e muitas vezes tem causas reversíveis, podendo impactar não apenas a saúde geral, mas também o envelhecimento cognitivo.

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