
A apuração que resultou na prisão de um animador de festas infantis suspeito de envolvimento com pornografia infantil e abuso de vulnerável, em Alagoas, foi prejudicada após o vazamento de dados sigilosos. De acordo com a Polícia Civil, um dos investigados apagou arquivos importantes de seus dispositivos eletrônicos ao tomar conhecimento do caso, o que comprometeu parte das provas.
Segundo a delegada responsável, Talita Aquino, a divulgação antecipada de informações interferiu diretamente no andamento das investigações. Ela destacou que havia um planejamento estratégico para o cumprimento simultâneo dos mandados judiciais, justamente para evitar a destruição de evidências.
A operação foi deflagrada na manhã desta quinta-feira (16), em Maceió, e envolve o principal suspeito — que trabalhava como animador de festas infantis — e outro homem preso por armazenar material de pornografia infantil. Ambos seguem sendo investigados.
Ainda conforme a polícia, a exclusão dos arquivos ocorreu na véspera do cumprimento das ordens judiciais, possivelmente após o suspeito ter tido acesso às informações divulgadas. Agora, os aparelhos apreendidos passarão por perícia técnica na tentativa de recuperar os dados apagados.
As investigações tiveram início há cerca de dois a três meses, a partir de denúncias anônimas e do compartilhamento de informações com a Polícia Federal. O fato de o principal investigado atuar em festas infantis levantou preocupação das autoridades, devido ao fácil acesso a um grande número de crianças.
Até o momento, não houve registro de novas denúncias formais após a repercussão do caso. A Polícia Civil reforça que a prisão é apenas uma etapa do processo e que as investigações continuam para identificar possíveis vítimas e outros envolvidos.

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