
O influenciador digital Kel Ferreti, nome artístico de Kleverton Pinheiro de Oliveira, voltou a ser preso após a Justiça revogar as medidas cautelares que o mantinham em liberdade. A decisão ocorreu depois do descumprimento das determinações judiciais impostas no processo em que ele foi condenado por estupro, ampliando um histórico marcado por investigações criminais e polêmicas públicas.
Conhecido nas redes sociais por ostentar uma rotina de luxo e alto padrão de vida, Kel Ferreti ganhou notoriedade a partir de 2016. Ex-policial militar, ele foi expulso da corporação em 2023, após infrações disciplinares, entre elas a divulgação de posicionamento político durante o período eleitoral, prática vedada a integrantes da segurança pública.
Em 2024, o influenciador passou a responder a um processo por estupro. Já em abril de 2025, foi condenado a 10 anos de prisão pelo crime. Apesar da sentença, ele chegou a deixar o sistema prisional após cerca de sete meses, beneficiado pela substituição da prisão por medidas cautelares, como o uso de tornozeleira eletrônica e restrições de conduta.
Paralelamente ao caso de violência sexual, Kel Ferreti também se tornou alvo da Operação Trapaça, investigação que apura a atuação de uma suposta organização criminosa envolvida em rifas ilegais, jogos de azar e lavagem de dinheiro, com movimentação financeira estimada em milhões de reais. Nesse inquérito, ele chegou a ser preso, mas obteve liberdade provisória por decisão judicial.
A nova prisão foi determinada após a Justiça constatar que o influenciador não cumpriu integralmente as medidas impostas, o que levou à revogação dos benefícios concedidos anteriormente. Mesmo com os processos em andamento, Kel Ferreti segue ativo nas redes sociais, onde costuma negar as acusações e afirmar ser alvo de perseguição.
O caso segue sob acompanhamento do Judiciário e reacende o debate sobre o uso das redes sociais por investigados e condenados, além da efetividade das medidas cautelares aplicadas a crimes de maior gravidade.
