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Médica diz ter atirado no ex-marido por medo de emboscada após denunciar abuso da filha

Publicado por: Redação
17/11/2025

A médica presa por matar a tiros o ex-marido, também médico, no Povoado Capim, em Arapiraca, afirmou que agiu tomada pelo medo no momento do crime, registrado nesse domingo (16). Segundo ela, ameaças constantes, uma denúncia de abuso contra a filha do casal e o descumprimento de medida protetiva teriam motivado sua reação.

De acordo com o relato da suspeita, a situação começou há cerca de um ano e meio, quando decidiu denunciar o ex-companheiro por suspeita de abuso de vulnerável. A médica disse ter sido casada por 22 anos e que procurou a polícia após perceber comportamentos que considerou como pedidos de ajuda da criança. Funcionárias da residência e a escola também teriam observado sinais de alerta.

Ela afirmou que o inquérito elaborado pela delegada responsável apontou indícios do abuso, sendo encaminhado à 1ª Vara de Arapiraca. A criança passou por oitiva especial, porém o ex-marido não chegou a ser preso. A médica também alegou que arquivos anexados como prova, enviados em formato de link, não teriam sido analisados pelo juiz.

A suspeita contou ainda que vivia sob ameaças e recebeu medida protetiva depois que o ex teria mencionado um primo, descrito por ela como ex-presidiário, que “a atacaria” caso ele fosse preso. Ela também conseguiu medida protetiva contra esse homem. Na semana anterior ao crime, ele teria sido visto próximo ao posto de saúde onde ela trabalhava, fugindo após apresentar um documento falso quando a Patrulha Maria da Penha foi acionada.

No dia do homicídio, a médica disse que se preparava para ir a um salão quando encontrou o ex-marido parado na esquina de sua rua, dentro de um carro e acompanhado por sua cunhada. Ela afirmou que acreditou estar diante de uma emboscada.

Segundo o depoimento, ao ver um movimento brusco do ex-companheiro, desceu do carro “por medo de ser atacada” e atirou com os olhos fechados. A suspeita alegou possuir porte e posse de arma desde 2020, por residir na zona rural, e reforçou que o ex tinha ordem judicial para manter distância mínima de 300 metros.

Após os disparos, moradores começaram a se aproximar. Com medo de ser agredida, ela deixou o local e seguiu para Maceió em busca de seu advogado. No caminho, foi interceptada pela Rotam, detida e conduzida à delegacia, onde prestou depoimento.

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