
A Polícia Civil de Alagoas investiga o desaparecimento de Crislaine Gomes da Silva, de 19 anos, e de sua filha de apenas 2 meses, Celine, que não são vistas desde o último domingo (12) em Rio Largo, na Região Metropolitana de Maceió. O caso é tratado com prioridade pelo setor de Desaparecidos e pela Delegacia do município.
De acordo com familiares, Crislaine saiu de casa pela manhã dizendo que iria a uma mercearia próxima, mas não retornou. Ela não levou documentos, e o celular — que também sumiu — dificulta o rastreamento do paradeiro. A jovem foi vista pela última vez por sua mãe, Cristiane Maria da Silva, que relatou ter dormido com ela na noite anterior. “De manhã, ela acordou cedo, comprou pão e depois saiu novamente. Desde então, não voltou mais”, contou.
A família revelou ainda que Crislaine havia relatado ameaças do companheiro, pai das duas filhas. Em mensagens enviadas a uma parente que mora fora do estado, a jovem demonstrava medo e mencionava um histórico de violência. Em uma das conversas, ela escreveu: “Você finge ser bonzinho, mas por trás ninguém sabe quem você é.” Segundo familiares, o homem já teria tentado agredi-la com uma faca no passado.
O delegado João Marcos, responsável pelo caso em Rio Largo, informou que várias pessoas já foram ouvidas e que as imagens de câmeras de segurança da região estão sendo analisadas. “Possivelmente não se trata de um desaparecimento voluntário. Essa situação requer uma investigação especial”, afirmou.
O desaparecimento de Crislaine e Celine ocorreu à luz do dia, o que torna o caso ainda mais delicado. A Polícia Civil reforça o pedido de colaboração da população: qualquer informação que ajude a localizar mãe e filha pode ser repassada de forma anônima pelos canais oficiais de denúncia. O sigilo é garantido.
