
Uma mulher identificada como Adjane Araújo da Silva, de 38 anos, foi assassinada a tiros na tarde da última quinta-feira (31), enquanto caminhava por uma rua da cidade de Teotônio Vilela, no interior de Alagoas. A vítima, que trabalhava como gari e estava fardada no momento do crime, foi atingida por pelo menos três disparos de arma de fogo, efetuados à queima-roupa.
Segundo informações de testemunhas, Adjane foi abordada por um homem que atirou contra ela e fugiu em seguida. Ela ainda foi socorrida por populares e levada ao hospital da cidade, mas não resistiu aos ferimentos e teve o óbito confirmado ao dar entrada na unidade de saúde.
A Polícia Militar foi acionada, e o corpo da vítima posteriormente encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML). Adjane era conhecida na cidade e deixa três filhos.
De acordo com a Polícia Civil, o principal suspeito do crime é o ex-companheiro de Adjane, que teria premeditado o assassinato. Mesmo estando proibido judicialmente de se aproximar da vítima, ele vinha perseguindo e ameaçando a mulher nos últimos dias.
O delegado Esron Pinho informou que o homem conhecia toda a rotina da vítima. “Ela acordava e ele já estava na porta. Ia até o trabalho, mandava mensagens pelo WhatsApp e redes sociais, ligava, seguia ela em festas. Era uma perseguição constante”, detalhou.
A relação havia terminado cerca de dois meses antes, após episódios de violência e ameaças. Adjane chegou a registrar boletim de ocorrência e solicitou medida protetiva de urgência, que foi concedida pela Justiça. O processo havia sido julgado dois dias antes do feminicídio.
O suspeito foi localizado e preso no último sábado (2), durante uma ação conjunta entre a Delegacia de Homicídios da 6ª Região, a Unidade de Atendimento ao Local de Crime 3 (UALC 3), a 10ª Companhia da Polícia Militar e a Guarda Municipal de Teotônio Vilela.
Segundo informações da Polícia, ele foi encontrado após denúncias anônimas que indicavam que o autor havia retornado à sua residência para recolher pertences com o intuito de fugir do estado. No momento do flagrante, ele ainda estava com a arma utilizada no crime.
Durante o interrogatório, o homem confessou o assassinato. Ele está sob custódia da Polícia Civil e à disposição da Justiça.
