
José Maria Marin, ex-presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e ex-governador de São Paulo, morreu na madrugada deste domingo (20), aos 93 anos, em São Paulo. O dirigente passou mal em casa e foi levado ao Hospital Sírio-Libanês, onde não resistiu.
Nascido em 6 de maio de 1932, na capital paulista, Marin construiu carreira que transitou entre a política e o esporte. Foi vereador, deputado estadual, vice-governador e governador de São Paulo entre 1982 e 1983. No futebol, presidiu a Federação Paulista de Futebol nos anos 1980 e comandou a CBF de 2012 a 2015, assumindo após a saída de Ricardo Teixeira. Também esteve à frente da delegação da Seleção Brasileira durante a Copa do Mundo de 1986, no México.
O nome de Marin, no entanto, ficou marcado por escândalos de corrupção que abalaram o futebol mundial. Em 2015, foi preso na Suíça durante investigação conduzida pelo FBI contra dirigentes da Fifa e, em 2018, foi condenado nos Estados Unidos a quatro anos de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro em esquemas que envolviam competições como a Copa América e a Libertadores. Com problemas de saúde e o avanço da pandemia, conseguiu progressão para prisão domiciliar em 2020.
Durante seu comando na CBF, a sede da entidade chegou a receber seu nome, mas a homenagem foi retirada após sua prisão. Mesmo com o fim de sua trajetória marcada por polêmicas, Marin deixa um legado de décadas no futebol e na política brasileira, com passagens que moldaram parte da história recente dessas áreas.
