
O advogado João Francisco de Assis Neto, mais conhecido nas redes sociais como “Dr. João Neto”, voltou ao centro das atenções após ser preso em flagrante por agredir uma mulher em um apartamento de luxo, em Maceió. A Justiça decretou a prisão preventiva do influenciador na terça-feira (15), e o caso expôs uma trajetória marcada por polêmicas, condenações e controvérsias.
Com mais de 2 milhões de seguidores, João Neto mistura conteúdo jurídico, religioso e declarações provocativas. Entre suas falas mais questionadas está a de que “uma mulher poderia ser agredida, caso também tivesse batido”. O conteúdo, somado ao episódio mais recente, fez crescer a pressão sobre sua atuação como advogado — e levou a OAB a abrir processo ético que pode culminar na cassação de seu registro.
Nunca foi PM de fato, diz corporação
Embora se apresente como “ex-policial militar”, a Polícia Militar da Bahia esclareceu que João Neto foi expulso durante o curso de formação, há mais de 15 anos, e nunca chegou a atuar como soldado nas ruas. Segundo a corporação, ele foi desligado ainda em fase de treinamento.
João Neto também atuou como advogado da campanha de Pablo Marçal (PRTB) à prefeitura de São Paulo em 2024. Recentemente, protagonizou mais um episódio polêmico ao elogiar o ministro Alexandre de Moraes, dizendo que, “apesar de abusar do poder, ele conhece a Constituição de frente pra trás e de trás pra frente”. A fala gerou críticas de apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro, de quem se dizia aliado.Apesar do histórico, João mantém a imagem de pai e companheiro nas redes. Em uma postagem de Ano Novo, escreveu:
“Desejo que saibam reconhecer e aproveitar o homem que sou — chefe de família dedicado e advogado exemplar”, disse em mensagem à namorada e aos filhos.
